Até quando assistiremos de braços cruzados ao espetáculo grotesco de traição nacional que se desenha diante dos nossos olhos? É hora de parar com o politicamente correto, apontar o dedo diretamente na ferida e dar um sacode nesta nação. O perigo que nos ronda não vem apenas de fora; ele corrói o país por dentro, alimentado por uma horda de parasitas fanáticos que decidiram bater palmas para o carrasco estrangeiro em troca de curtidas, palanques e favoritismo eleitoral.
Olhem bem para a cara de quem apoia o tarifaço contra o Brasil. Enquanto o governo dos Estados Unidos, sob a cartilha protecionista de Donald Trump, joga pesado com medidas unilaterais para asfixiar a nossa economia, sufocar o nosso aço, a nossa aviação e o nosso agronegócio, os supostos “patriotas” do nosso país cruzam o oceano para se ajoelhar em Washington. Viajam para mendigar apoio político de potências estrangeiras, torcendo abertamente pela ruína da nossa indústria. É a lógica perversa do “quanto pior para o povo brasileiro, melhor para a minha campanha”. Isso não é oposição; é cumplicidade com o ataque ao bolso de cada cidadão. É desvio de caráter em estado puro.
E não venham usar o nome de Deus e da “família” para mascarar o cheiro azedo da traição. Se você vê alguém vendendo as riquezas do Brasil enquanto estufa o peito para dizer que “protege a família”, está explicada a hipocrisia: ele só quer proteger a sua própria família, o seu clã político e os bolsos dos magnatas que financiam o seu fanatismo. Quem defende a família de verdade não tira o emprego do pai e da mãe de família brasileiros para agradar o patrão americano. Quem usa pauta de costumes como cortina de fumaça para entregar as nossas indústrias está promovendo a fome, o desespero e a falência moral.
O sangue que essa extrema-direita carrega em suas bandeiras é o sangue da negligência. A negligência calculada de quem sabota o desenvolvimento nacional, de quem destrói o serviço público e depois assiste, de braços cruzados, a população pagar a conta com a própria vida. O apoio ao tarifaço que destrói o emprego do próprio vizinho é a pura aplicação daquilo que a filósofa Hannah Arendt chamou de banalidade do mal no campo econômico: o fanático perdeu a capacidade de pensar criticamente, foi anestesiado pela ideologia e apoia a crueldade contra o seu próprio povo porque parou de enxergar o trabalhador brasileiro como seu semelhante.

Essa sanha entreguista não é nova; ela é a repetição da pior escória da história e da filosofia. Nicolau Maquiavel, em O Príncipe, já alertava há séculos que o político que busca o poder escorado em forças estrangeiras nunca governará de verdade; será apenas um lacaio, um fantoche cujos interesses evaporam assim que a potência externa muda de ideia. O que esses parasitas fazem hoje é exatamente o que o estadista romano Cícero denunciava na Antiguidade: a traição que corrói por dentro, o inimigo interno que veste a nossa toga e a nossa bandeira para abrir os portões da nossa fortaleza ao invasor, agindo de forma muito mais destrutiva do que qualquer exército estrangeiro.
O projeto de submissão dessa elite vira-lata guarda ainda o crime definitivo: a entrega da nossa Amazônia. O risco de perdermos o controle sobre o maior patrimônio natural do planeta é real e atual. Ao asfixiarem a fiscalização e permitirem que o crime, o garimpo ilegal e a grilagem sangrem a floresta, esses entreguistas dão de bandeja o pretexto perfeito para que potências estrangeiras questionem a nossa soberania e avancem sobre as nossas riquezas minerais e biológicas. Quem não tem moral para defender o aço do trabalhador nas mesas de negociação, jamais terá a altivez para defender as nossas fronteiras.
Eles querem repetir no Brasil o pesadelo de nações que venderam sua alma por favoritismo e terminaram de joelhos: como a Cuba dos anos 1950 sob a ditadura corrupta de Fulgêncio Batista, que transformou o país no quintal de exploração e cassinos dos EUA enquanto o povo passava fome; ou o Irã de 1953, onde elites entreguistas aliaram-se à CIA na Operação Ajax para derrubar o próprio governo legítimo simplesmente porque ele ousou nacionalizar o petróleo. Quem coloca a pátria em leilão não está propondo um projeto de governo, está aplicando um manual histórico de destruição nacional.
Acorda, Brasil! O patriotismo de verdade não se veste de fantasia nem se curva a bandeiras estrangeiras. Patriota de verdade defende o chão onde pisa, o trabalhador que acorda cedo e a soberania da maior economia da América Latina. O Brasil é um gigante independente, não o quintal geopolítico ou a colônia de ninguém. É hora de escorraçar o entreguismo parasita e proteger o que é nosso. Nossa pátria não está à venda, e quem tentar negociá-la precisa ser cobrado pela história como o que realmente é: um traidor do seu próprio povo.
Reflexão sobre nossas referências:
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. (Capítulo XIV – “Das forças auxiliares, mistas e nativas”).
O texto trata do governante que tenta conquistar ou manter o poder dependendo de forças auxiliares (ajuda, exércitos ou favoritismo de potências estrangeiras), mostrando que ele constrói um poder frágil e ilusório. Dentro dessa perspectiva, desmascaramos o político submisso que viaja ao exterior buscando apoio político e financeiro para se eleger no Brasil, demonstrando que ele nunca será um líder autônomo, mas sim um subordinado aos interesses da potência que o financiou.
CÍCERO, Marco Túlio. Discursos Catilinários / Discursos Políticos. Roma Antiga.
Esse texto nos diz que o maior perigo para a sobrevivência de uma República não é o inimigo externo declarado que bate às portas da cidade portando suas próprias armas, mas sim o traidor interno, que se move livremente entre os cidadãos, fala a mesma língua, corrói as instituições por dentro e entrega a soberania nacional em segredo. Isso corrobora a nossa tese de que precisamos apontar o dedo diretamente para os políticos que se dizem brasileiros e usam os símbolos nacionais, mas trabalham ativamente nos bastidores para favorecer economias e decisões estrangeiras em detrimento do povo brasileiro.
ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: Um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras.
O mal mais devastador não é cometido por monstros sádicos, mas sim por burocratas e cidadãos comuns que abrem mão da capacidade de pensar criticamente, tornando-se incapazes de julgar a moralidade de suas ações e aceitando a crueldade de forma banalizada, desde que estejam seguindo ordens ou cartilhas ideológicas. Essa premissa fundamenta a nossa crítica aos ‘parasitas fanáticos’ que apoiam medidas econômicas prejudiciais ao próprio vizinho e ao trabalhador brasileiro, demonstrando que o fanatismo político desumaniza o debate e normaliza a negligência social.
#praCegoVer: A ilustração em estilo de desenho a lápis com aquarela suave mostra uma mulher jovem em um púlpito transparente, discursando em um ambiente que lembra uma conferência ou painel de debates. Ela tem cabelos castanhos longos e ondulados, expressão séria e decidida. Veste uma jaqueta de couro preta sobre um vestido rosa claro e calça sapatos de salto alto tipo scarpin pretos. Ela está posicionada atrás de um púlpito de acrílico transparente. Atrás dela, um grande telão exibe, em letras maiúsculas e destacadas, a frase: “NAO ACEITAMOS O TARIFAÇO”. O fundo sugere um espaço de evento com tons neutros e suaves de aquarela, sem detalhes definidos. A ilustração tem bordas suaves e irregulares, revelando a textura do papel branco ao redor. Não há balões de texto ou diálogo.
Jhullia Matos
10/07/2026