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FORÇA E RESISTÊNCIA

A garantia dos direitos LGBTQIA+ e, especificamente, das pessoas trans, no cenário brasileiro, opera em uma estrutura de dois pilares distintos. De um lado, temos a proposição política, nascendo da necessidade social e é canalizada por partidos que levam essas demandas ao Congresso e ao Judiciário. De outro, temos a instalação jurídica, que é o ato de transformar essas necessidades em normas obrigatórias para todo o país. Os partidos como PSOL, PT, PCdoB, PSB e REDE são os que possuem o maior volume de Projetos de Lei (PLs) em tramitação. Eles atuam em duas frentes:

  • No Legislativo: Eles protocolam projetos como o Estatuto da Diversidade e leis de cotas.
  • No Judiciário: Eles acionam o Supremo Tribunal Federal (STF) através de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) e Mandados de Injunção, utilizando o tribunal como uma via para superar a inércia do Congresso. Um exemplo foi o partido Cidadania (centro-esquerda / progressista) foi o autor da ação ADO 26 (Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão) que resultou na criminalização da transfobia e homofobia, demonstrando que a articulação política é o primeiro passo para a conquista jurídica.

O STF (Supremo Tribunal Federal) em seu poder judiciário instalou efetivamente os marcos legais que protegem a população trans e isso devido à resistência e desumanidade de blocos conservadores no Poder Legislativo.

A Substituição Legislativa: Como não existem leis específicas votadas por deputados para temas como o uso do nome social ou o casamento igualitário, o STF faz a sua interpretação da Constituição Federal. Isso garante que a dignidade da pessoa humana não seja violada pela ausência de leis.

Sobre as decisões Históricas:

2011: Reconhecimento da união estável homoafetiva.

2018: Direito à retificação de nome e gênero sem cirurgia pela ADI 4275(Ação Direta de Inconstitucionalidade). E se isso aqui não for importante para toda a comunidade trans, eu não sei o que é então.

2019: Criminalização da transfobia e homofobia (e nesse quesito ainda precisamos de mais rigor e punição de fato).

Conseguem entender que fanáticos de alguns partidos não nos ajudam? Basta dar um google!!!

heroina em marcha com suas companheiras indo ao congresso
Em marcha caminhamos pleiteando por direitos lgbt’s

Além do Judiciário, o Poder Executivo (Presidência e Ministérios) desempenhou um papel vital na instalação de direitos administrativos. Durante as gestões progressistas, foram instaladas portarias que hoje são fundamentais, como a que garantiu o Processo Transexualizador no SUS (2008/2013) e o Decreto do Nome Social (2016). Essas medidas não passaram pelo voto dos parlamentares, mas foram decisões de governo que se tornaram políticas de Estado. A partir disso nós entendemos que o quadro de cidadania trans no Brasil é uma construção de “baixo para cima” na política (proposta pelos partidos progressistas e movimentos sociais) e de “cima para baixo” no Direito (instalada pelo STF). Enquanto os partidos de esquerda fornecem a tese e a provocação necessária é o Judiciário quem ainda bate o martelo do veredito da igualdade.

Sabemos a quem recorrer para propor e sabemos quem cobrar para garantir a execução (os tribunais e órgãos fiscalizadores). O desafio para os próximos anos é transformar essas conquistas, que hoje são decisões judiciais, em leis sólidas para nos blindarmos contra retrocessos políticos.

Vote certo da próxima vez!!!

Para consultar e verificar essas informações de forma oficial, você pode utilizar canais de transparência do governo, plataformas de monitoramento legislativo e estudos acadêmicos e os principais caminhos são:

1. Portais Oficiais do Poder Legislativo

  • Câmara dos Deputados (Portal de Dados Abertos): acessando a seção de Proposições e filtrar por Palavras-chave (como “LGBT”, “Identidade de Gênero”, “Trans”) e por Partido. Isso permite ver exatamente quantos projetos cada sigla protocolou.
  • Senado Federal: Em Atividade Legislativa, é possível pesquisar projetos de lei (PLs) e emendas à constituição (PECs) por autoria e tema.

2. Observatórios de Direitos LGBTQIA+. Existem organizações que fazem a “curadoria” desses dados especificamente para a pauta de diversidade:

  • Vota LGBT: É uma organização que monitora o comportamento de parlamentares e partidos em relação às pautas de gênero e sexualidade. Eles possuem relatórios sobre quem são os aliados da causa no Congresso.
  • ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais): O dossiê anual da ANTRA costuma trazer uma seção sobre o cenário político-legislativo, citando quais partidos estão movendo ações de proteção.

3. Plataformas de Transparência e Monitoramento

  • Congresso em Foco: Um portal jornalístico especializado em política que frequentemente publica rankings e levantamentos sobre a atuação partidária em temas de direitos humanos.
  • Plataforma Farol (da ONG Brasil de Fato ou similares): Muitas vezes, entidades da sociedade civil criam painéis que mostram o “termômetro” de votações e proposições por partido.

4. Consultas Jurídicas (STF)

Para verificar a parte da “atuação no Judiciário” (ADIs, ADOs e Mandados de Injunção):

  • Portal do STF: Na busca processual, você pode pesquisar pelo nome do partido (ex: “Partido Socialismo e Liberdade”, “Cidadania”, “Partido dos Trabalhadores”) no campo “Parte/Advogado”. Isso listará todas as ações de controle de constitucionalidade que o partido moveu na Corte.

5. Fontes Acadêmicas

Pesquisar no Google Acadêmico por termos como “Ativismo judicial LGBTQIA+ Brasil” ou “Protagonismo partidário em direitos humanos” trará artigos científicos e teses que quantificam essa atuação e confirmam que, historicamente, a esquerda e a centro-esquerda lideram essas proposições.

Dica de pesquisa: procure por “Infográfico direitos LGBTQIA+ Congresso Nacional”. Isso geralmente condensa o volume de projetos por espectro político.

#PraCegoVer: Ilustração em estilo desenho a lápis com aquarela e guache, com atmosfera de desenhos HQ. Em primeiro plano, um grupo de pessoas marcha em direção ao Congresso Nacional, em Brasília, segurando bandeiras com as cores do arco-íris e símbolos de partidos políticos. No centro da cena, destaca-se uma mulher de cabelos longos escuros usando vestido rosa, blazer escuro e uma faixa de cápsulas coloridas atravessada no corpo, caminhando com o punho erguido em sinal de mobilização e protesto. À direita da imagem, mãos seguram e assinam documentos intitulados “Projetos de Lei (PLs)”, contendo textos como “Estatuto da Diversidade” e “Leis de Cotas”. Setas coloridas ligam o grupo de manifestantes aos documentos legislativos, sugerindo influência ou participação política na criação e aprovação de propostas ligadas à diversidade e inclusão social.

Jhullia Matos

29/05/2026

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