Por Sonayô
Ator, fashion creator e apresentador oficial das Paradas LGBT+ da região, Felipe Fagundes usa a moda e os palcos para desafiar padrões e reafirmar que a existência queer é um ato de resistência e beleza.
No cenário cultural contemporâneo, onde a imagem muitas vezes se esgota no “close”, surge uma figura que subverte essa lógica. Felipe Fagundes não apenas veste roupas ou apresenta eventos; ele performa mensagens. Ator de formação, fashion creator por instinto e apresentador por missão, Fagundes transformou sua trajetória em um laboratório vivo de autenticidade, tornando-se uma das vozes mais potentes da diversidade no interior de São Paulo.
O Triângulo Criativo: Atuação, Moda e Voz
Para Felipe, a transição entre as artes não é uma mudança de direção, mas uma expansão de horizonte. A profundidade herdada do teatro e da televisão fornece a base para tudo o que ele constrói. “Essas áreas se conectam pela expressão. Estou sempre contando histórias”, afirma. Se a atuação lhe deu a técnica para o “olhar no olho” e a conexão real, a moda surgiu como a tradução visual de sua alma, enquanto o papel de apresentador ampliou sua voz para multidões.

Futurismo Queer: O Corpo como Obra em Reinvenção
O que chama a atenção nas redes e nos palcos é a estética audaciosa de Felipe. Misturando o futurismo com o universo queer, ele propõe uma visão de mundo onde o corpo é um território livre de caixas. Para ele, a moda fala antes mesmo da primeira palavra ser dita.
“Unir o futurismo e o universo queer é sobre criar um novo tempo, um espaço onde a liberdade é o centro e o corpo é uma obra em constante reinvenção”, pontua Felipe.
Essa “estética do amanhã” serve como um convite para que o público também celebre sua individualidade. Para o artista, ocupar espaços com um visual ousado no interior paulista não é apenas uma escolha estética, é um ato político de ocupação.
A Voz do Orgulho nas Paradas do Interior
Se nas redes sociais o foco é a imagem, no palco das Paradas LGBT+ de Mogi Guaçu e São João da Boa Vista, o foco é a luta. Como apresentador oficial desses eventos, Felipe encara o microfone com a responsabilidade de quem sabe que a visibilidade salva vidas.
A experiência, que ele define como “transformatora”, vai muito além do entretenimento. Do alto do trio elétrico, Felipe ecoa um discurso necessário sobre direitos fundamentais. “Respeito não é um pedido, é um direito”, defende com firmeza. Para ele, ser uma figura de representatividade ativa no interior é abrir caminhos para que outros possam existir sem medo.
O Futuro da Resistência
Felipe Fagundes encerra sua fala com uma reflexão sobre o papel do artista na sociedade atual. Em um mundo de filtros e performances vazias, ele aposta na verdade como o único caminho para a conexão real. Entre um figurino futurista e um discurso inflamado por direitos, ele segue provando que a diversidade é a força que move a cultura rumo a um futuro mais justo, plural e, acima de tudo, autêntico.
Destaques da Matéria (Box lateral):
- Multifacetado: A fusão entre teatro, moda e apresentação como motor criativo.
- Ativismo: O papel de liderança nas Paradas de Mogi Guaçu e São João da Boa Vista.
- Estética: O uso do futurismo para projetar novos horizontes de liberdade.

