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FORÇA E RESISTÊNCIA

Por Sonayô

Como você consegue conciliar e encontrar um fio condutor entre tantas formas de expressão criativa – jornalismo, rádio, fotografia, escrita e poesia? Existe uma que você sente que é a mais “você”?

Luciene Farias: Olha, eu acredito que o fio condutor entre isso: Jornalismo, Rádio, Fotografia, Escrita e Poesia, sempre foi a minha paixão pela cultura e pela Literatura. É isso que me move, que dá sentido ao que eu crio. Cada linguagem me permite explorar esse universo de um jeito diferente.

O Jornalismo investigativo, por exemplo, é uma das áreas que mais me fascina. Eu sou apaixonada por descobrir histórias que pouca gente conhece, por dar voz a quem quase nunca é ouvido, por ir atrás dos detalhes e revelar aquilo que estava escondido. Isso me alimenta como pessoa e como profissional.

A poesia entra quando eu quero sentir mais do que explicar. A fotografia, quando quero mostrar o que não consigo colocar em palavras. O rádio me permitiu chegar mais perto das pessoas, conversar com elas de forma direta, quase íntima. E a escrita, bem, escrever sempre foi o meu jeito de existir no mundo.

Qual a importância da cultura e da arte em todas as suas áreas de atuação? Como você as integra no seu trabalho diário?

Luciene Farias: A cultura e a arte são a alma do que faço. Vivo mergulhada na literatura, nas histórias e nas expressões que nos conectam. Cada dia é um ato criativo, seja escrevendo, fotografando, narrando ou apenas sentindo. Eu não apenas integro a arte ao meu trabalho, eu sou arte em movimento.

Diante de tantas mudanças no cenário da mídia e da comunicação, quais você considera os maiores desafios e as maiores oportunidades para um profissional com um perfil tão multifacetado como o seu?

Luciene Farias: O maior desafio é acompanhar tantas transformações sem perder a essência. Já a maior oportunidade é justamente essa: poder me adaptar, criar em diferentes formatos e plataformas, e usar minha paixão pela cultura, arte e literatura para contar histórias de forma única. Ser multifacetada hoje é uma grande vantagem.

Existe alguma história ou projeto, em qualquer uma das suas áreas, que te marcou profundamente? Por quê?

Luciene Farias: Minha obra de estreia “Por Toda Minha Vida” me marcou profundamente, foi uma gestação, senti todos os sintomas: a ansiedade, o medo, o amor e a entrega. Outra experiência inesquecível foi em 2022, na Bienal Internacional do Livro em São Paulo, ao participar da Antologia Poética “Versos Amidos V”. Estar ali, como autora, foi um sonho vivido em páginas abertas.

Como você lida com a responsabilidade de informar, entreter e emocionar o público em diferentes plataformas? Você utiliza o YouTube e Instagram, certo? Testa em mais redes sociais e como podemos encontrar?

Luciene Farias: Transmitir emoção e entretenimento é uma grande responsabilidade, levo isso com muito respeito. Cada conteúdo carrega a alma da arte e da cultura. Estou no YouTube, Instagram e também no TikTok, sempre buscando tocar o outro com verdade e sensibilidade.

Em um mundo de informações instantâneas e, por vezes, superficiais, qual é o papel do jornalismo ético e aprofundado na sua visão?

Luciene Farias: Em meio a tanta informação rápida e superficial, o jornalismo ético e aprofundado é um farol. Ele investiga, dá contexto e valoriza a verdade. É através dele que conseguimos contar histórias que realmente importam, com respeito ao tempo do outro e à inteligência do público.

Qual o maior desafio de investigar e relatar histórias baseadas em fatos reais, como o seu livro “Por Toda Minha Vida”? Como você aborda a sensibilidade necessária para tratar de temas delicados?

Luciene Farias: O maior desafio é lidar com a dor real do outro com respeito e verdade. Em Por Toda Minha Vida, tratei cada história com sensibilidade, como se fosse minha. É preciso escutar com o coração e escrever com responsabilidade.

Escrita e Poesia

Como é o seu processo criativo, especialmente quando você se dedica à escrita de um livro baseado em fatos reais, como “Por Toda Minha Vida”, e à poesia, que muitas vezes é mais abstrata?

Luciene Farias: Confesso que são mundos diferentes. Escrever um livro baseado em fatos reais, como o Por Toda Minha Vida, me envolveu profundamente. Não é a minha história, mas carrega muito de mim. Já a poesia é pura essência, é quando minha alma encontra as palavras e se transforma em emoção.

Você participou de 9 antologias poéticas. Qual a importância dessas coletâneas para a divulgação da poesia e para a conexão entre poetas?

Luciene Farias: As Antologias Poéticas são essenciais para fortalecer a poesia e criar conexões verdadeiras entre poetas. A troca é mútua, ler e narrar as poesias dos colegas é uma experiência magnífica, que amplia nosso olhar e enriquece nossa própria escrita.

Qual a mensagem principal que você espera transmitir com suas obras literárias, sejam elas poemas ou narrativas?

Luciene Farias: Minha principal mensagem é tocar o coração do leitor. Seja com poemas ou narrativas, quero provocar reflexões, despertar emoções e mostrar que a arte tem o poder de transformar e acolher.

A sua paixão pela cultura é evidente. Como a literatura e a poesia podem ser ferramentas poderosas para preservar e disseminar a cultura?

Luciene Farias: A literatura e a poesia são pontes entre o passado, o presente e o futuro. Através das palavras, preservamos memórias, identidade e vozes que marcaram a cultura. Elas têm o poder de eternizar histórias e de levar a cultura aonde a voz nem sempre chega.

Sobre o Canal no YouTube

Na descrição do seu canal do YouTube, @mecontamais2024, você cita trazer sensibilidade, humor, beleza e informação com muito carinho. Como você vê o papel de plataformas como o YouTube para criadores independentes que buscam compartilhar paixões e conhecimento?

Luciene Farias: Plataformas como YouTube e Shorts são simplesmente fundamentais. É por meio delas que posso mostrar meu trabalho, compartilhar minha paixão pela cultura, pela arte, pela poesia e pelas curiosidades que encantam. É um espaço de liberdade e conexão verdadeira com o público.

Você, assim como eu, tem uma paixão pela cultura que transcende a área profissional. Como você mantém essa paixão viva e a utiliza como gasolina no seu processo criativo em todas as suas atividades?

Luciene Farias: A paixão pela cultura vive em mim todos os dias, é o que me move. Leio, escrevo, observo, me conecto com o mundo ao meu redor. Transformo cada experiência em criação. A cultura não é só inspiração, é a gasolina que alimenta tudo o que faço, com alma e verdade.

Muitas pessoas sonham em transformar suas paixões em projetos concretos, mesmo que fora de uma estrutura tradicional de emprego. Que conselho você daria para alguém que, assim como você, foi “exonerado” de uma gestão anterior, mas encontrou um novo caminho em um projeto pessoal como um canal no YouTube?

Luciene Farias: Ter sido exonerada de um cargo não apagou minha paixão pela arte, pelo contrário, reacendeu ainda mais meu desejo de criar. Trabalhar como Assessora de Departamento do Teatro Vitória, em 2024, foi uma honra. Tenho um carinho enorme pelo Teatro Vitória e por todos que fazem parte dele. Quem sabe um dia eu volte. Mas hoje, no canal do YouTube é meu palco, meu refúgio e minha forma de continuar respirando cultura todos os dias.

Fazer o que se ama, mesmo fora da estrutura tradicional, é libertador. Meu conselho? Acredite no seu projeto, siga com o coração e transforme a dor em arte.