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FORÇA E RESISTÊNCIA

Por Sonayô

O Brasil assiste a um capítulo inédito em sua história política. Erika Hilton (PSOL-SP), a primeira deputada federal negra e trans eleita no país, agora comanda a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A escolha não é apenas estratégica; é um manifesto sobre quem tem o direito de formular políticas públicas para as mulheres brasileiras no século XXI.

A Quebra de Paradigmas

Historicamente, as instâncias de decisão sobre o corpo e a vida das mulheres foram ocupadas por perfis conservadores ou que ignoravam a interseccionalidade. Ao colocar uma mulher trans e negra na liderança dessa comissão, o debate se expande.

Erika não representa apenas um grupo; ela personifica a luta das mulheres que estão nas margens. Sua ascensão ao posto sinaliza que o conceito de “feminismo” no Legislativo precisa ser amplo o suficiente para abarcar:

  • A luta contra a violência política de gênero;
  • A defesa de direitos reprodutivos e saúde integral;
  • A proteção de mulheres negras e periféricas;
  • A inclusão de identidades trans e travestis no orçamento público.

O Peso da Caneta

Presidir uma comissão significa ter o controle da pauta. É Erika quem decide quais projetos de lei serão votados e quais debates terão prioridade. Em um Congresso marcado por frentes conservadoras, ter uma voz progressista e combativa nesse posto é uma garantia de resistência e de proposição de novas realidades.

“A importância dessa presidência reside no fato de que, pela primeira vez, as decisões sobre os direitos das mulheres serão mediadas por alguém que entende, na pele, o que significa ser alvo de múltiplas opressões no Brasil.”

Por que isso é histórico?

A presença de Hilton quebra a lógica de que certas pautas são exclusivas de mulheres cisgênero. Ela reafirma que “mulher” é uma categoria política plural. Sua gestão promete ser um holofote para questões que o Brasil muitas vezes prefere manter na sombra, transformando a CMULHER em um espaço de acolhimento e, acima de tudo, de avanço legislativo.

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