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O sufixo “ismo” é usado para indicar patologias, bem como doutrinas e ideologias. Portanto o uso de tal prefixo no termo “homossexual”, tornando-se “homossexualismo”, considera as homossexuais pessoas portadoras de patologias, distúrbios de natureza psíquica.

 

Até o ano 1990, a Organização Mundial de Saúde considerava a homossexualidade como doença e por isso, entre a lista de doenças mentais da mesma, estava o “homossexualismo”.

 

Foi graças a pesquisas e questionamentos de pesquisadores da área sexual que se pode retirar o “homossexualismo” da lista de doenças mentais. Mas por qual motivo foi retirado o termo? Os pesquisadores perceberam, por intermédios de pesquisas e testes de métodos terapêuticos, que não há teorias que provem a origem da homossexualidade; assim como não há teorias que provem a origem da heterossexualidade. Ora, uma vez que não se pode provar a origem de uma prática e nem “a cura da mesma”, tal prática não pode ser considerada oriunda de distúrbios mentais.

 

Se fosse possível um método terapêutico que “curasse a homossexualidade”, nesta linha de pensar, este mesmo método deveria ser usado para “curar a heterossexualidade”.

 

Uma vez que as relações homossexuais deixaram de ser consideradas oriundas de causas patológicas, importava-se a retirada do sufixo “ismo” da palavra. Por isso, não sendo um homossexual uma pessoa doente, não podemos usar o termo “homossexualismo”.

 

Atualmente, embora tem-se prós e contras no que diz respeito ao uso do termo “homossexualidade” para remeter às pessoas que se relacionam com o mesmo sexo, homossexualidade é o termo mais utilizado e aceito.

 

É importante conhecer os termos e suas origens, pois os mesmos podem dar continuidade ao preconceito quando mal usados. Fora o preconceito! Fora a homofobia! Não somos diferentes, não somos anormais!